Fazer bonito é duro. E pouco ou nada fácil. O suor cheira mal e as lágrimas são feias de se ver ao espelho. Isto aqui é tudo muito bonito, mas agora imaginem quando ainda não era nada. Só um vale imenso e árido. E vazio. Cheio de possibilidades.
Os sonhos valem o que valem. E, neste vale da Matinha, valeram de tudo. Mas o que se fez, de facto, foi o que acrescentou outro tanto. O Alfredo e a Mónica sonharam, mas a obra não nasceu de um milagre que Deus quis. A Herdade da Matinha só se fez gente, porque se fez alguma coisa.
A verdade é crua e dura: Fazer bonito custa. Para erguer estacas é preciso método. Para edificar paredes, é necessária força; é essencial haver propósito para saber como pregar um parafuso no sítio certo.
Há um longo caminho, entre o que não existia e o que passou a ser. E agora, não há nada que enganar, a verdade está à vista: É no trabalho duro que está o meio para chegar ao que se quer no fim.
Isso custa e sai caro. Mas a grande lição impressa nas paredes desta Herdade é a que diz que se recebe sempre na medida do que se deu. Por isso, compensa. E muito. Infinitamente mais. Não é assim que funcionam, as coisas todas que fascinam nesta vida?


